"Uma vez que não podemos ser universais e saber tudo quanto se pode saber acerca de tudo, é preciso saber-se um pouco de tudo, pois é muito melhor saber-se alguma coisa de tudo do que saber-se tudo apenas de uma coisa." - Blaise Pascal

23 de maio de 2012

Na leitura e na escrita encontramo-nos todos


Ontem, foi o dia do Autor Português e apeteceu-me deixar aqui esta reflexão sobre escrita e leitura de José Luís Peixoto, um dos autores portugueses actuais mais interessantes...

"A escrita, ou a arte, para ser mais abrangente, cumpre funções que mais nenhuma área consegue cumprir. (...) Sinto que há poucas experiências tão interessantes como quando se lê um livro e se percebe "já senti isto, mas nunca o tinha visto escrito", procurar isso, ou procurar escrever textos que façam sentir isso, é uma das minhas buscas permanentes. Trata-se de ordenar, de esquematizar, não só sentimentos como ideias que temos de uma forma vaga mas que entendemos melhor quando os vemos em palavras. Trata-se também de construir empatia: através da leitura temos oportunidade de estar na pele de outras pessoas e de sentir coisas que não fazem parte da nossa vida, mas que no momento em que lemos conseguimos perceber como é. E isso faz-nos ser mais humanos. Na leitura e na escrita encontramo-nos todos naquilo que temos de mais humano."
José Luís Peixoto, in 'Diário de Notícias (2003)'

1 comentário:

  1. A escrita tem o poder de nos envolver nos mais diversos sentimentos. Muitas vezes identificamo-nos com alguma passagem lida ou deleitamo-nos por aquilo que é escrito; é um ponto de encontro entre pessoas desconhecidas mas que partilham aquilo que o ser humano possui: sentimento. É uma descoberta de sensações distintas, é uma "degustação" de experiências. É um meio poderosíssimo de mover massas através dos seus truques e manhas que cativam qualquer leitor.

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